Mestre Chico Buarque chega com novo álbum

June 18th, 2011 Comments (0)

Neste domingo (19) o compositor, cantor e escritor Francisco Buarque de Hollanda , o nosso “mestre” Chico Buarque, chega aos seus 67 anos de idade e aos 47 anos de carreira artística.

Todos pensam que sua primeira música foi “A Banda“. Leve engano. De fato, foi e é um grande sucesso de sua carreira. Mas, foi composta em 1966. Quem conta é Wagner Homem, administrador e especialista em tecnologia da informação e webdesigner do site de Chico Buarque. Wagner é o autor do primeiro livro da Coleção “História de Canções: Chico Buarque” (Texto Editores LtdaGrupo Leya – 2009, São Paulo). Confira aqui.

Olha o que ele diz sobre “Tem mais samba” (1964): “Chico considera essa canção o marco zero de sua carreira profissional. Foi uma encomenda feita pelo produtor Luiz Vergueiro para o show “Balanço de Orfeu”, que estreou em 7 de dezembro de 1964 no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo. Em depoimento para o jornalista e escritor Humberto Werneck, Luiz conta que a música funcionaria como uma espécie de moral da história para o confronto entre a Bossa Nova e a Jovem Guarda. A canção seria cantada no final do espetáculo, por todo o elenco, numa mais do que esperada vitória da Bossa Nova.

Falar sobre Chico Buarque de Hollanda para qualquer jornalista e amante da MPB é um prazer e uma alegria muito grande. Eu, então nem se fale! Na década de 60, ainda “foca” na profissão e atuando no rádio em Brasília (Rádio Planalto AM), tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente em sua primeira visita a Brasília e entrevistá-lo. Foi no Brasília Palace Hotel, às margens do Lago Paranoá, então o melhor hotel da capital federal. Lembro-me que sua timidez era acompanhada dos acordes do violão de Toquinho que, no quarto ao lado dedilhava baixinho algumas de sua canções da época.

Mas, Chico Buarque reservou muitas surpresas neste seu aniversário. Assim como seus amigos também reservaram para ele. Para os seus fãs e seguidores, “mestre Chico Buarque” convida para que acompanhem os bastidores de produção de seu novo álbum, clicando aqui

E há mais novidades por aí. O novo álbum só chega às lojas no dia 20 de julho. Mas suas cotas já vão estar à venda a partir de segunda-feira (20), para quem quiser ter acesso antecipado ao conteúdo. Quem nos conta é o repórter da Folha Ilustrada em São Paulo, Marcus Preto. Confira aqui.

Uma coleção completa sobre sua vida e obra também foi lançada em “box” com CD/livro pela Coleções Abril. Grande chance para conhecer detalhes de sua vitoriosa carreira e os lances históricos de seu enfrentamento com a censura nos períodos do governo militar brasileiro. Ficou célebre o seu caso quando usou o fictício compositor Julinho da Adelaide (ele mesmo) para driblar a censura oficial. Acreditem, mas “Julinho da Adelaide” chegou até a dar entrevista, como foi a que concedeu ao dramaturgo Mário Prata, da Última Hora, de São Paulo. Confira, acessando aqui

O repórter e colaborador da Folha Ilustrada, do Rio de Janeiro, Marco Aurélio Canônico, anuncia que o Instituto Antonio Carlos Jobim, enquanto aguarda a pré-venda do novo álbum de Chico Buarque, oferece a seus fãs um amplo acesso ao acervo digital do compositor de “Carolina” no site do Instituto. Clique aqui e fique por dentro.

Ao Chico, o nosso grande abraço e que continue compondo e alegrando a gente cada vez mais. Parabéns, “mestre samba e letras“!

Enquanto isso, você fica com o vídeo promocional do novo álbum de Chico Buarque.

Até a próxima semana!

Com informações de Wagner Homem, Folha Ilustrada, Coleções Abril e equipe de produção de Chico Buarque

 

Mulheres e Leide: a presença da mulher na música potiguar

March 13th, 2011 Comments (0)

A pesquisadora potiguar Leide Câmara, autora do “Dicionário da Música do Rio Grande do Norte” (2001) e do livro “A Bossa Nova de Hianto de Almeida” (2010) é a responsável pela organização da exposição “Mulheres e Leide, a presença da mulher na música potiguar“, promovida pela Fundação José Augusto do Governo do Rio Grande do Norte.

A abertura dessa homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 Mar), contou com a presença da governadora Rosalba Ciarlini e da secretária extraordinária de Cultura do Governo do Rio Grande do Norte, Isaura Rosado, na noite desta quinta-feira (17), na sede da Fundação José Augusto, em Natal.

Leide é uma incansável mulher batalhadora pela cultura e música potiguar e sempre está disponivel para uma conversa sobre esses assuntos. Localizamos a pesquisadora pelo celular e a caminho de uma viagem rápida a Brasília.

A pesquisadora potiguar de MPB, Leide Câmara na abertura de sua exposição “A bossa nova de Hianto de Almeida”(Foto de Evaldo Gomes)

Informou que sua exposição é resultado de suas pesquisas. “São quase duzentas fotos e objetos pessoais de baú de mais de 100 cantoras, instrumentistas, compositoras, roqueiras, romanceiras, entre outras.“, explica Leide.

Essas potiguares representam as 714 mulheres cadastradas por mim no Acervo da Música Potiguar, iniciando no século XX. Lá vamos encontrar mulheres como a cantora Maria Nazaré, testemunha viva dessa história de nossa música; Ademilde Fonseca, mais conhecida como “a rainha do chorinho” e que aos 90 anos ainda faz shows de sucesso. Isso sem falar nas demais artistas, como Jacira Costa, compositora de marchinhas políticas, como as campanhas do ex-governador e líder político Aluísio Alves; a cantora Luisa de Paula. Mas também serão homenageadas a nova geração de cantoras potiguares como Valéria Oliveira, Khrystal, Ana Morena, Tânia Soares, Roberta Sá, Marina Elali e outras“, destaca Leide.

Por falar em Ademilde Fonseca, esta semana o jornalista Tárik de Souza, em seu programa “MPBambas“, no Canal Brasil (TV Assinatura) , apresentou nossa conterrânea como destaque nacional. Uma convidada especial também da terra de Cascudo apareceu na tela: a cantora Khrystal e o violão de Ricardo Silveira.

Foto: Divulgação Google

Considerada a “rainha do choro”, Ademilde, é natural de Pirituba, no município de São Gonçalo do Amarante e suas interpretações a consagraram como a maior intérprete do gênero. Trabalhou por mais de dez anos na TV Tupi e seus
discos renderam mais de meio milhão de cópias, principalmente com o famoso chorinho “Tico Tico no fubá“.  Além de fazer sucesso em terras nacionais, regravou grandes sucessos internacionais e se apresentou em outros países. É uma homenagem mais do que merecida.

Conheça mais detalhes sobre a vida de Ademilde Fonseca no Dicionário da Música Popular Brasileira, clicando aqui. Também Leide Câmara mereceu o carinho e a atenção do pesquisador e historiador Ricardo Cravo Albin em seu Dicionário da MPB, veja aqui.

 

 

Fique com este vídeo do YouTube com a gravação da participação da cantora Khrystal e do violonista Ricardo Silveira no MPBambas, em homenagem a Ademilde Fonseca.

Com informações de Leide Câmara,  Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Wikipédia e YouTube

 

Ouvindo um carro

February 26th, 2011 Comments (0)

Uma das artes mais procuradas pelas pessoas é a música, ou melhor, a boa música. Sabe, aquela música que a gente busca quando quer relaxar, ficar com a pessoa amada, esquecer alguma coisa que nos incomoda ou simplesmente para passar o tempo.

Quer coisa melhor do que ficar ouvindo um som agradável no aconchego do nosso lar ou do nosso cantinho preferido, apreciando um bom vinho! Avec ou mesmo a sós!

Pois não é que as montadoras de automóveis descobriram também este nicho no mercado! Veja só. A Citroën, indústria francesa automobilística, criada há 90 anos em Paris, lança no mercado brasileiro o modelo C 3 Sonora.

Sonora uma loja musical virtual do portal Terra que, anteriormente, chamava-se rádio Sonora.

Com a sua reformulação, oferece a seus membros associados (é ncessário se associar) opções de músicas em rádio, acervo, play-list e em download no formato de MP3, entretanto não autorizando gravações em CD´s, apenas para ouvir em players, computadores e celulares. Essa parceria vai dar o que falar.

Confira no Hotsite a grande novidade da Citroën. Conheça também a história dos 90 anos dessa famosa empresa francesa, clicando aqui.

Aguarde na próxima semana grande novidade musical de uma outra marca de carro no Brasil.
Por enquanto, fique com este vídeo do YouTube sobre o Citroën C 3 Sonora.

 

Com informações da Citroën do Brasil e Sonora

 

Raul do Trombone, 55 anos de uma carreira de sucesso

January 26th, 2011 Comments (0)
O músico carioca Raul de Souza, mais conhecido como “Raul do Trombone” ou “Raulzinho“, como a ele se referia carinhosamente o saudoso e inesquecível compositor Ary Barroso, comemora 55 anos de carreira como músico, compositor e trombonista. Aos 77 anos de idade, ele acaba de sair de uma curta turnê com o grupo curitibano “Na Tocaia” em cinco capitais brasileiras e anuncia a gravação de um CD inédito e a edição de sua bibliografia.

Beline Cidral, da Transpira Produção Criativa, afirma que a “curta turnê comemorativa foi cheia de números e fatos marcantes. Todas seis apresentações nas cinco capitas (Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre) tiveram casa cheia, somando mais de 2.500 pessoas. Coube a Transpira realizar a assessoria de imprensa dos shows em cada praça e ficamos muito felizes de contribuir com números realmente impressionantes“, finaliza.

E Raul quer mais. Sua disposição é tanta que acaba de lançar pela gravadora Biscoito Fino o CD “Jazzmim“. E quem fala sobre o novo projeto do “embaixador do trombone”, segundo o jornal O Estado de S. Paulo é o jornalista e crítico musical Sidimir dos Santos Sanches, da Assessoria de Imprensa da gravadora carioca. “A trajetória musical de Raul de Souza é dividida em muitos capítulos, díspares entre si. Fato que evidencia, paradoxalmente, o respeito e a coerência que o artista nutre pelo próprio talento. Raul iniciou sua carreira aos 16 anos, tocando tuba na Fábrica de tecidos Bangu, e atuou, já como trombonista, em inúmeras gafieiras no Rio (quando era conhecido pela alcunha de Raulzinho, dada por Ary Barroso). Morou nos EUA – onde gravou com nomes como Sarah Vaughan, Ron Carter, Sérgio Mendes e Hermeto Pascoal entre vários outros – e há anos vive na França, onde participa de projetos em que mescla funk com música eletrônica e brasileira. Raul de Souza encontrou na versatilidade um modo de produzir e mostrar ao mundo sua música.”

E prossegue Sidimir “Em 2004, Raul foi homenageado no Chivas Jazz Festival, onde tocou com o Na Tocaia, grupo de jazz de Curitiba. O encontro deu tão certo, que o músico os convidou para acompanhá-lo em um novo projeto. Convite aceito, nascia então Jazmim, lançado agora pela Biscoito Fino. O disco evidencia o encontro harmonioso entre a tradição suingada do trombone de Raul de Souza e a musicalidade do jazz elétrico de influência americana (Escola Fusion) praticada pelo grupo curitibano, formado por Mário Conde (guitarra, violão e cavaquinho), Endrigo Bettega (bateria), Glauco Sölter (baixos elétricos e fretless) e Jeff Sabagg (teclados). Desta forma, Jazmim propõe uma sonoridade arrojada dentro da perspectiva da música instrumental brasileira, servindo de conexão entre duas escolas tão diferentes e que, neste caso, se mostram complementares.”

E finaliza falando sobre o repertório do disco que, segundo ele “prioriza as composições de Raul e do Na Tocaia. As exceções  ficam por conta de Piano Na Mangueira (Tom Jobim e Chico Buarque) e Luiza (Tom Jobim), esta última com inserção do texto Grafia Nua, de Silvana Leal. Jazzmim começa com Tema para Raul (Mário Conde), única faixa do disco em que está presente o souzabone, uma variação do trombone, inventada por Raul, com quatro válvulas (em vez das tradicionais três), e afinado em dó. Mário Conde assina ainda o samba-jazz 7 Maluco. Já Raul comparece com três faixas: os sambas St. Remy (em homenagem à cidade francesa) e Yolaine, além do samba de gafieira Violão Quebrado. Em Nos Conformes (Glauco Sölter), o jazz se funde a uma levada de inspiração africana, quase um afoxé. Fechando o disco, Alamanda (José A . Boldrini). Gravado em apenas sete dias, este álbum traz de volta um dos maiores trombonistas do mundo, em grande fase. Em Jazzmim, a essência totalmente brasileira da música de Raul de Souza soma-se à sonoridade contemporânea de Na Tocaia de forma harmoniosa, evidenciando que, neste caso, o aprendizado e o entendimento estético entre ambos são recíprocos.”

Conheça mais sobre este extraordinário músico de nossa MPB o que diz sobre ele o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, clicando aqui.

Veja também que Raul de Souza integrou no final da década de 60 a famosa Turma da Pilantragem. Ela atuou no cenário artístico em 1968 e 1969. Foi idealizada e produzida por Nonato Buzar que, a partir de arranjos dançantes, especialmente swingados, pretendia divulgar para o público jovem os clássicos da música popular brasileira, como “Primavera“ (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), grande sucesso do grupo. Clique aqui

Confira um dos filmes documentários de 2005, dirigido por Heloisa Passos, que já ganhou Prêmio Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas de São Paulo! O trombonista Raul de Souza volta à sua cidade natal e encontra ninguém menos que Maria Bethânia. Veja aqui

Com informações de Jonas Prates e Beline Cidral, da Transpira Produção Criativa; Sidimir Sanches, da Biscoito Fino, Heloísa Passos em Porta Curtas e Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
 

Paula & Donato no CD “Água”

January 6th, 2011 Comments (0)

O resultado é cool, é caliente, é dançante, é emocionante.
E cheio de novas bossas… trazendo tudo para o século 21.
Musical como raras cantoras, Paula dialoga em elevado nível com a genialidade de João Donato. Um disco assim só poderia surgir de um encontro em clima “tranx boladão”, como define Donato, com gíria de eterno adolescente.
Para entender o que isso significa, aperte o play…
Pedro Só, jornalista, ex-repórter do JB e ex-editor da Revista Bizz

Depois de trabalhar por quase de dez anos nos vocais do maestro, músico e compositor Tom Jobim, a cantora Paula Morelenbaum continua fazendo sucesso na sua carreira solo.

Sempre bem acompanhada pelo seu marido, Jaques Morelenbaum, músico (celo), arranjador e regente, também ele integrou o grupo do saudoso Tom.

Agora, Paulinha (como é carinhosamente tratada pelos seus amigos), alça vôo mais alto, buscando um parceiro de renome internacional, João Donato, músico (piano e acordeon), compositor, cantor e também arranjador, lançando o CD “Água“.
 
Reuniu o melhor do novo e do tradicional, numa combinação “cool e caliente” direcionada para o século 21. O resultado é Água, lançamento da Biscoito Fino, em parceria com Mirante/Acre, que marca o encontro do piano inconfundível do compositor com os vocais de Paulinha.”, conta a jornalista Maria Lúcia Rangel, comentarista de artes, música, cinema e teatro do jornal carioca O Dia.

Não é uma amizade muito antiga a de Paula e João Donato. Mas nesses dois anos em que passaram a conviver com alguma assiduidade, ela se tornou bastante sólida, e já rendeu até uma viagem ao Japão, onde a dupla se apresentou em shows.”, explica Maria Lúcia

Gravar um disco juntos foi um caminho natural“, segundo Paula. Depois de visitas de um à casa do outro, a ideia amadureceu. “Mas não queria um disco acústico com trio igual a muitos outros dele. Como já tenho seguido uma linha em que misturo acústico com eletrônico, achei que isto daria uma modernidade à música do Donato”, explica a cantora à jornalista carioca.

Há algum tempo venho prestando atenção à Paula: ela canta lindamente e seus discos são muito bem produzidos. Acompanhá-la ao piano cantando as minhas músicas é um luxo“, diz Donato.

A sintonia é perfeita: “Sempre fui apaixonada pelas músicas de Donato, e também por ele, pelo seu jeito único de ser e tocar, dando a impressão que tudo isso é muito fácil…. bom, pra ele é mesmo…, agora com esse CD, realizei um sonho”, diz Paula.

Maria Lúcia Rangel salienta que o primeiro passo foi reunir todo o repertório do compositor e escolher 12 músicas. Paula não gosta de discos muito longos. Prefere deixar em quem escuta “uma vontade de ouvir de novo”.

Convidou para o trabalho sete arranjadores, de gerações variadas, alinhavando os novos tons de Kassin, Beto Villares e Donatinho – filho de Donato e um dos mais elogiados novos instrumentistas da música carioca a bordo dos grupos Fino Coletivo e Paraphernalia –, com a experiência de Leo Gandelman, Jaques Morelenbaum, Alex Moreira e Marcos “Kuzca” Cunha.

E ainda tem canja de Donato nos arranjos: em Mentiras, com Kassin, e em Lugar Comum, com Paula Morelenbaum e Alex Moreira. Já Alex, também dividiu com Paula a produção de Água, que tem direção musical da cantora e de Donato.

Água tem ainda participações especiais de Jaques Morelenbaum (cello), Leo Gandelman (sax) e dos grupos Paraphernalia e BossaCucaNova.

A escolha do repertório foi de Paula. Ela abre os trabalhos com Flor de Maracujá, de Donato com o irmão Lysias Enio, que comparece com outras quatro composições: Café com Pão (Jodel), Muito a Vontade, Mentiras e E Muito Mais.

Tem ainda A Rã, parceria de Donato com Caetano Veloso, sucesso do grupo de Sérgio Mendes em 1968; três composições com letras de Gilberto Gil: Lugar Comum, Tudo Tem e A Paz, que nessa versão é cantada pelos dois em três idiomas. E mais Ahiê, com Paulo César Pinheiro, Every Day, também pouco conhecida, com letra de Norman Gimbel, o versionista para o inglês de Garota de Ipanema. Por fim, Entre Amigos, com letra em espanhol de Mongo Santamaria com alguns trechos adaptados para português por Paula e Donato.

Esta música deu um pouco de trabalho à cantora. Gravada somente por Mongo nos anos 50, foi descoberta por Paula no site de Donato. Mas o compositor não achava o disco com a gravação e ela foi obrigada a comprar a faixa na internet através de uma prima, em Nova York, que a enviou em MP3: “Você percebe a raiz do Donato nesta música”, explica Paula.

Gravado em maio de 2010 no estúdio da Biscoito Fino, o CD Água já está nas discotecas e à venda na Internet..

Com informações de Maria Lúcia Rangel, Mary e Alessandra Debs, Biscoito Fino e Sites Oficiais de Paula Morelenbaum e de João Donato

 

Toquinho e Verônica Ferriani no Teatro Riachuelo

January 6th, 2011 Comments (0)

Noite inesquecível a da última sexta-feira (17). Embalado pela surpresa notícia que eu havia ganho um tablet como prêmio da Cadritech – uma das empresas brasileiras “top de linha internacional” de computação gráfica – lá estava com Ruth, minha esposa, novamente no Teatro Riachuelo. No palco desta vez, Toquinho, voz e violão.

A apresentação do músico e violonista foi daquelas que a gente não se esquece tão cedo. Toquinho nesse quase meio século de vida artística adquiriu aquilo que todo artista almeja: simplicidade, empatia com o público e profissionalismo.O começo já anunciava que a noite seria diferente.

Toquinho já entrou no palco solando o seu violão, para o delírio de seus fãs.E aí desfiou uma sequência incrível de músicas de compositores que marcaram sua vida artística: Jorge Ben, Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Baden Powel, Paulinho Nogueira, Dorival Caymi, Tom Jobim, Gilberto Gil e João Gilberto.

Todos mereceram um causo ou uma história na qual ele esteve presente. Com seu estilo próprio e pessoal, Toquinho foi contando diversas passagens de sua vida em que esses verdadeiros ícones de nossa MPB estavam ao seu lado e, claro, ele ao lado deles. Isso despertou muito a atenção do público presente, que respondeu cantarolando com o músico várias das músicas do repertório.

Aqueles, como eu, que viveram intensamente e acompanhavam de perto aqueles acontecimentos, vibraram de recordação e saudade! Na décadas de 60 a 80 a MPB viveu os seus melhores momentos, apesar das restrições que haviam e não eram poucas.O desfile dos nomes desses compositores e cantores por Toquinho foi momento de alegria e nostalgia, pelo menos para mim.

A ordem em que Toquinho apresentou segundo ele “aqueles que marcaram minha vida artística” não significa na verdade a “ordem natural” em que surgiram. O primeiro que entrou em sua vida e mostrou como “dedilhar” as cordas de um violão, foi na verdade o mestre Paulinho Nogueira, conforme você pode comprovar e obter mais informações no site oficial de Toquinho, clicando aqui.

Toquinho também reservava uma surpresa para aquela noite no Teatro Riachuelo, que mereceu do músico altos elogios pela grandeza do local e pelos equipamentos disponíveis dos mais modernos. Mas, a agradável e boa notícia foi a apresentação da cantora paulista Verônica Ferriani que com ele dividiu o palco e encantou a platéia com sua voz superafinada e a sua facilidade em lidar com o público e se movimentar ao lado do artista. Conheça mais sobre Verônica Ferriani, acessando aqui.

No final do show, a apoteose. Toquinho relembra os sucessos das canções que compôs para o CD “Toquinho no Mundo da Criança” (2005, Circuito Musical/Editora Delta). De pé, o público pedia sem cessar um “bis”! Eis que a dupla Toquinho e Verônica retorna ao palco para encerrar de vez. Noite memorável para quem gosta de uma boa música.

Com informações do Circuito Musical, Agenda Propaganda e Spalla Produções

 

Noel Rosa e Roberta Sá, tudo a ver

January 6th, 2011 Comments (0)

Há cem anos, no dia 11 de dezembro de 1910, em um modesto chalé da rua Teodoro Silva, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, nascia aquele que é considerado o maior poeta e compositor de nossa Música Popular Brasileira: Noel Rosa.

Compositor, letrista e cantor, Noel Rosa (ilustração da Revista Bravo!) viveu apenas 27 anos. Mas sua vivência deixou profundas marcas, levando muitos a denominá-lo como “o poeta do bairro” ou “o menino de Vila Isabel“.

Interessante na vida deste carioca é que o sucesso de suas músicas se deve mais aos intérpretes de suas músicas. Uma das mais famosas foi, sem dúvida alguma a cantora Aracy de Almeida, ao lado de Francisco Alves, Marília Batista, Sílvio Caldas e Almirante.

Isso sem falar no seu parceiro preferido e constante: o paulista Osvaldo Gogliano, o Vadico.Pianista e músico letrado, Vadico foi seu parceiro em “Feitio de oração“, “Conversa de botequim“, “Pra que mentir” e “Feitiço da Vila“.

O centenário de Noel Rosa mereceu destaque no “Espaço MPB” que publico semanalmente no portal potiguar Nominuto.com , com as homenagens do historiador e pesquisador Ricardo Cravo Albin e da Revista Bravo!, como você poderá ver, clicando aqui

E por quê Roberta Sá tem tudo a ver com Noel? Simplesmente, porque a cantora potiguar, além de gostar e viver o samba na sua origem, tenho certeza que também já cantou o poeta. E também porque ela foi uma das convidadas para a inauguração do Teatro Riachuelo, em Natal, e alí se apresentou neste final de semana,após o show do Rei Roberto Carlos.

Além do mais ela vem se revelando uma excelente cantora. Já gravou quatro CDs, todos alcançando sucesso na midia eletrônica, no comércio e nos shows que apresenta em todo o Brasil e no exterior (“Braseiro” – 2005, pela Universal e Som Livre, Portugal; “Que belo estranho dia prá se ter alegria” -2007, pela Universal e Som Livre, Portugal; “Prá se ter alegria – ao vivo no Rio“, pela Rosa Produções e Canal Brasil (2009) e “Quando o canto é reza“, pela Universal/CDS (2010). Tudo, depois de sua participação no programa global “Fama” e de sua dedicação e carinho pela nossa MPB.

No “Espaço MPB” comentei o lançamento do CD “Prá se ter alegria – ao vivo no Rio“, que teve uma participação especial de Chico Buarque de Holanda no DVD, gravado por Dora Jobim, como você pode ver acessando aqui

No sábado (11) ela, imponente, com sua voz forte e superafinada, subiu ao palco do Teatro Riachuelo pela primeira vez, como cantora. Estava emocionada e feliz. “É tão bom a gente voltar à nossa casa“, disse ela com a voz embargada, para depois agradecer aos empresários Nevaldo e Flávio Rocha pelo convite, não sem antes registrar os 20 anos de casamento de Flávio e Ana Cláudia, assim como Nevaldo, presentes ao seu show.

Com o acompanhamento do Trio Madeira Brasil e dos excelentes percussionistas Zero e Paulinho Dias (no toque de tambores), Roberta Sá foi aplaudida de pé por uma platéia que lotou o Teatro Riachuelo nesta primeira semana de sua inauguração.

Reservo para vocês um vídeo em que Roberta Sá e Trio Madeira Brasil (José Paulo ao violão, Ronaldo no Bandolim e Marcelo no violão 7 cordas) falam sobre o processo de criação das faixas do álbum “Quando o Canto é Reza“, uma homenagem à obra do samba de roda do baiano Roque Ferreira, que Roberta Sá anunciou em primeira mão ter alcançado sucesso de venda no Japão, onde ela esteve recentemente.

 

Cláudia Telles e seu novo CD “Quem sabe você”

January 6th, 2011 Comments (0)

Com o lançamento do belíssimo “Quem Sabe Você“, Claudia Telles se prepara para viajar o Brasil na divulgação do 12º disco de sua carreira, pela Lua Music.

O novo CD traz, além da faixa-título, de autoria de Roberto Menescal e Abel Silva, pérolas da MPB e Bossa Nova, algumas inéditas, garimpadas pela própria Claudia em associação ao produtor Thiago Marques da Luz, com direção musical de Ronaldo Rayol e arranjos de Hanilton Messias.

Reza” (Edu Lobo e Ruy Guerra), “Não Quero Ver Você Triste” (Roberto, Erasmo e Mário Telles) e “Minha Namorada” (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes) são algumas das faixas mais conhecidas.

Juntam-se à elas as inéditas “Sem Você Prá Quê“, numa das raras composições do humorista Chico Anysio em parceria com Sylvinha Telles. “Ai, Saudade“, composta pela excelente dupla Johnny Alf e Rômulo Gomes, “Juras” (Rosa Passos e Fernando Oliveira) e “Biquininho Azul” (de Candinho e Ronaldo Bôscoli). Esta última contando com uma participação especialíssima na voz segura e limpa de Emilio Santiago.

Fico feliz em ver essa maravilha de cantora… se jogar de corpo e alma num projeto novo, ligado a toda história de sua vida, dos seus amigos e de seus parentes. Ave Claudinha, vá em frente nos presenteando sempre com o seu cantar“, afirma o compositor, músico e produtor musical Roberto Menescal.

Uma boa sugestão para os organizadores do Seis & Meia e demais produtores culturais de Natal: trazer Cláudia Telles para mostrar o seu talento aos potiguares.

 

Miele e seus amigos no Seis & Meia

September 11th, 2010 Comments (0)
Foto de Bruno Veiga /Strana (Editora Abril)

Luis Carlos Miele

O produtor, diretor de shows, humorista e verdadeiro showman Luis Carlos Miele, mais conhecido como “Miele“, é o artista nacional convidado para o Seis & Meia desta terça (14), no Teatro Alberto Maranhão. Os artistas locais são da Banda Fliperama.

O paulista Miele (foto de Bruno Veiga /Strana, Editora Abril) tem seu nome gravado na história da música popular, do rádio, da televisão e dos shows artísticos brasileiros. Sua vasta biografia consta no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, como você pode ver, clicando aqui.

No dia 7 de dezembro de 2008 registrei em meu blog semanal, na série “Bossa Nova, 50 anos“, que ele anunciava a volta do famoso Beco das Garrafas em grande estilo, conforme publicava o Jornal do Brasil. Confira aqui.

Miele ainda hoje se emociona quando é entrevistado e pedem para que ele fale sobre a sua amizade com a cantora Elis Regina (1945-1982) e o seu grande parceiro, o compositor, jornalista e produtor musical Ronaldo Bôscoli (1929/1994).

A dupla Miele/Bôscoli deixou sua marca de profissionalismo e criatividade em shows memoráveis da televisão brasileira e no meio artístico musical, como “O Fino da Bossa“, “Jovem Guarda“, “Brasil Pandeiro“, “Alerta Geral“, “Bibi 78 e 79” e outros musicais de sucesso.

A revista Veja/Rio publicou em 2005 (edição de 13 de abril) em uma de suas seções, “Perfil” o artigo “1001 noites com Miele” , confira aqui.

Acompanhe neste vídeo, pelo próprio Miele, o que este artista de renome internacional anda fazendo nos seus 60 anos de vida artística.

 

A bossa nova de Hianto de Almeida, por Leide Câmara

September 7th, 2010 Comments (0)

A pesquisadora da MPB, Leide Câmara, e o diretor regional do SESC/RN, Marconi Marinho, lançaram o livro “A Bossa Nova de Hianto de Almeida“, na quarta-feira (2 Set), no Palácio das Artes, em Natal/RN, com a presença dos irmãos do compositor e músico potiguar, Newton e Gilson Ramalho (fotos de Evaldo Gomes).

No “Espaço MPB“ dediquei em 30 de setembro de 2008, na série “Bossa Nova, 50 anos”, um artigo ao músico e compositor Hianto de Ameida, como você pode conferir aqui 

Aguarde para breve uma entrevista exclusiva neste Blog com o irmão de Hianto, Gilson Ramalho.

 

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